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quinta-feira, 20 de junho de 2013

O que é bom


Coloquei umas músicas que ainda não conhecia no meu pendrive pra ouvir quando quisesse poupar as mais amadas, e guardei.
E num dia desses normais, acordei normal, tomei banho e café-da-manhã normais, passei um perfume normal. Quando ia para a faculdade, parei no sinal vermelho normal e uma senhora quis atravessar a rua, mas ficou com receio de que não desse tempo de chegar do outro lado antes de o sinal esverdear. Daí uma mulher desconhecida pegou no braço dela sem pedir permissão nem parar de andar e a ajudou a atravessar. As duas não trocaram muitas palavras... Só se entenderam e caminharam. E eu fiquei olhando, achando lindo e desejando que todo mundo fosse tão natural quanto aquela cena.
Então as mulheres se soltaram na calçada do outro lado e o sinal abriu sincronizado com a troca de música no som do carro. Começou a tocar “Bom pra você”, da Zélia Duncan. Aumentei o som pra ouvir a música inédita pra mim e fui rindo muito durante o resto do percurso anormal.
A minha bestonice, a música explica. E talvez cause alguma coisa boa em você. Mas se ela não conseguir quebrar a corrente normal que seu dia vem ganhando, sem problemas. O que é bom pra mim não é (nem deve ser) necessariamente bom pra todo mundo, então “um dia você me conta, um dia você me apronta um resumo do suprassumo do seu prazer”.
 

Adriane
19 de junho de 2013


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